14.5.13

de coelho a ser mãe

olhando pra varanda daqui de casa, avistei um coelhinho pulando.
achei tão bonitinho...
então meus pensamentos começaram a vagar por caminhos que nem sei, e então lembrei que coelho neto escreveu um poema bonito sobre as mães...rs!
hahaha! a mente é uma coisa fantástica!

fica aqui, minha homenagem atrasada a todas as mães, em especial a mais linda de todas, que é a minha :)


Ser Mãe 
de Coelho Neto
Ser mãe é desdobrar fibra por fibra 
o coração! Ser mãe é ter no alheio 
lábio que suga, o pedestal do seio, 
onde a vida, onde o amor, cantando, vibra. 

Ser mãe é ser um anjo que se libra 
sobre um berço dormindo! É ser anseio, 
é ser temeridade, é ser receio, 
é ser força que os males equilibra! 
Todo o bem que a mãe goza é bem do filho, 
espelho em que se mira afortunada, 
Luz que lhe põe nos olhos novo brilho! 

Ser mãe é andar chorando num sorriso! 
Ser mãe é ter um mundo e não ter nada! 
Ser mãe é padecer num paraíso! 

sobre o sucesso

vi esses e desenhos, e concordei em todos os níveis...
e só há um detalhe: em certos casos, a linha sobe, mas nunca fica reta.
pra pensar...



"an oldie, but goodie..."



6.5.13

"bloody daughter"

minha tia que mora na suíça veio passar uns dias conosco aqui nos eua, e em certo momento, me trouxe uma felicíssima novidade: "há um documentário novo sobre a martha, aquela pianista que você gosta. está passando nos cinemas lá na suíça.."!

eu nem fazia idéia.
no mesmo momento, obviamente, fui pesquisar a respeito.
e é melhor do que eu pensava.

sua filha mais nova, stéphanie argerich, é cineasta e resolveu fazer um longa metragem com formato de documentário sobre a mãe, e não sobre a pianista. a obra foi intitulada "bloody daughter".

martha tem três filhas, cada uma de um casamento. stéphanie é a mais nova, fruto do casamento com o não menos famoso pianista Stephen Kovacevich.

o interessante é que alguns já tentaram fazer documentários sobre a martha, com o intuito de expor a natureza reclusa e complexa da pianista, mas nunca deu certo...
ela fala, fala, fala, e parece que não deu pra conhecer nem 2% do que ela é realmente.
coisa engraçada essa...
dessa vez, a filha resolveu fazer a tentativa, construindo algo parecido com um retrato de família, que envolve as três filhas, os dramas de ser filha de artistas, e imagens coletadas ao longo da vida.
mesmo assim, eu ainda não acredito que dê pra conhecer tanto da martha... mas acho a tentativa válida: certamente será interessante esse novo olhar.

enfim, vou ter que esperar pra saber, porque no momento, o documentário está sendo exibido apenas na suíça, e não tem data marcada pra chegar aos estados unidos...

abaixo, uma entrevista com stéphanie argerich, e logo em seguida, o trailer do documentário (que está em francês, mas dá pra pegar o fio da meada :)


by Rodrigo Carrizo Couto, swissinfo.ch
January 24, 2013 - 11:00
Classical pianist Martha Argerich is the focus of an intimate documentary, Bloody Daughter, by her youngest child, Bern-born Stéphanie Argerich.
The Franco-Swiss production, which looks at the issue of reconciling motherhood and a career, is being shown for the first time in Switzerland at the Solothurn Film Festival, which runs until January 31.
Martha Argerich, considered a “goddess” by her daughter and the greatest living pianist by many others, is a Swiss citizen and performs every year at the Martha Argerich Project in Lugano.

swissinfo: Where did the idea for the film come from?

Stéphanie Argerich: I’ve been thinking about Bloody Daughter for about ten years. At the beginning I was following my mother alone on tour in Japan, Argentina and Poland. But I lost motivation working on my own and moved onto other things. After the birth of my first son I wanted to finish the film. My mother has always fascinated me as someone who really should be filmed.

swissinfo: So for you Martha Argerich is not a piano legend but simply your mum?

S.A.: Absolutely. During the filming I had to keep reminding myself that I didn’t see her the same way as the general public, and so I had to keep my distance in order to maintain a coherent narrative. My mother is such a complex person that it was really difficult in the editing to decide what to show and what to leave out.

martha e as três filhas, da esqueda para a direita: a mais velha, lyda chen, a filha do meio, annie dutoit, a própria marta e a diretora do filme e mais nova, stéphanie argerich.

swissinfo: Are you worried classical music fans may be disappointed by your film, as it doesn’t really talk about music?

S.A.: I don’t see why. If they admire my mother, they will be happy to discover other sides of her life. Some might be shocked to see Martha Argerich in pyjamas. But that’s their problem not mine! That’s how I’ve always known her.

martha, stephen kovacevich, e as filhas stéphanie e lyda.




swissinfo: In the film you say, ‘I’m the daughter of a goddess’. What did you mean?S.A.: 

It’s obviously supposed to be humorous. I hope viewers understand that. She is so unbelievably beautiful and talented. She has this magic about her which I truly believe in. It’s difficult to explain, but I believe there are people who are different, in their own category. My mother is one of those exceptional people.


swissinfo: But isn’t being the daughter of a goddess a burden – or does it help you?

S.A.: Both. On the one hand living with someone like my mother is deeply inspiring. But on the other, when I look at myself I wonder what I’m doing with my life. You can’t help comparing yourself to her. Since I was a young girl I have always realised that I could never achieve what she has. Growing up with that kind of burden is not easy when you are trying to build self-confidence.  At the same time she has a very magnetic, powerful personality which is difficult to detach yourself from. That requires a Herculean effort.


swissinfo: What did your mother think of the film?

S.A.: She says she is ugly and says uninteresting things, and she doesn’t like to see herself in pyjamas (laughs).


swissinfo: There is a very special moment in the film when we learn that your mother lost the custody of her first daughter, Lyda, as she was not capable of looking after her.

S.A.: Yes, it’s very powerful. The film title is not just about me. It’s also about Lyda to a certain extent. This is a taboo subject in our family. You could say the story of Lyda represents the goddess’s dark side


swissinfo: What nationality is your mother?

S.A.: She’s [Argentinian] but also a Swiss citizen and lives in Brussels. She doesn’t have strong ties to a particular country, whether it is Belgium, Switzerland or Argentina. She belongs to those people who have no clear roots. Her country is her music and the musicians.


swissinfo: But Switzerland was not just a footnote in her life…

S.A.: No, of course not. She was very happy in Switzerland. Her international career began when she won the Geneva International Music Competition [in 1957]. This made a big impression on her. She also lived here with her mother, and in Geneva she struck up a long-standing friendship with the Brazilian pianist Nelson Freire. When she looks back on her childhood here, she talks about her fascination with the security and sense of protection in Geneva – being able to leave your house and car doors open.

swissinfo: Do you think your mother is misunderstood in the music world?

S.A.: Perhaps. She is a rebel and has a very democratic view on life that doesn’t fit well with the rules of the musical world with its stars and privileges. During the Martha Argerich Project in Lugano, all the artists are paid the same. But obviously this egalitarian approach shocks promoters and music executives.

swissinfo: One of your mother’s strongest character traits is said to be her generosity.

S.A.: That’s true. She is a very generous mother in a musical profession in which generosity is often missing. She is so generous that she is often taken advantage of. She doesn’t know how to say no and is afraid of generating hostile reactions. Sometimes it’s easier for her to do what people ask and then move onto something else, so that people leave her in peace (laughs).
Rodrigo Carrizo Couto, swissinfo.ch
(Translated from Spanish by Simon Bradley)


9.4.13

eu estava lá!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

foi tudo registrado em fotos e palavras aqui.
agora eu achei o registro em imagens...

que dia...
que memória!

sobre a música e suas pressões

faz tempo que não re-posto os escritos do regente mark wigglesworth.
lendo seu blog hoje, achei esse tema interessantíssimo e ultra pertinente pra quem faz música.

o que dizer das pressões que todo músico enfrenta? 
neste texto, o autor analisa as críticas e o papel que elas exercem no mundo erudito. 
mas fora dele, mesmo que não sejam escritas, as críticas podem ser cruéis e desinformadas...
como lidar com isso? não adianta fingir que não existe, porque existe e é forte, forte!

tão pertinente a citação que wigglesworth faz de aristóteles no fim do texto, em que o filósofo diz que para evitar a crítica é preciso "não dizer nada, não fazer nada e não ser nada"...

a quem já teve seu precioso tempo se ocupando com esse tópico, e se chateando, eis uma leitura interessante :)

ps: o texto está em inglês, mas nada que o google tradutor não resolva! a leitura vale a pena :)


Press Ups and Downs

A performer’s relationship with the critics is complicated but unavoidable

Mark Wigglesworth 11:31am GMT 8th February 2013
Ask musicians if they read their reviews and they either say yes, or they say no, or they say no and mean yes. It’s a slightly taboo subject but, like it or not, criticism is a fundamental part of the music world. The relationship between performers and critics is symbiotic, an intriguing equilibrium hovering somewhere between wary respect and circumspect appreciation. Performers have the power to move thousands. Critics can validate it to thousands more. Or not.
It’s unfortunate that a critic’s job description carries with it such negative connotations. But without disapproval, approval has no context. No one wants universal castigation, yet there’s also something disturbing about constantly gushing superlatives. Perhaps it’s true that the most interesting performances are those that divide the critics completely.
One of the biggest dangers for performers is to become self-conscious, and though there are things one can learn from what are normally unbiased reactions, over-engaging in reviews makes it harder to avoid that. And opening yourself up to the influence of any number of different opinions can confuse and dilute your own view. Most performers are their best, and certainly harshest, critics and the wider scale of other people’s observations, whether good or bad, shouldn’t out-weigh the value of one’s own personal opinions. There’s plenty to gain from discovering what someone thinks of your work, but in the end there’s probably more to lose.
Unfortunately, avoiding reviews is difficult. Even if curiosity, or vanity, doesn’t prevail, you tend to discover how your performances have been received. It’s funny how there are always plenty of people who mention your good reviews, yet no one lets you know when the opposite is the case. The ominous silence in the days that follow some concerts tells its own story. And however much one can be encouraged that there’s never been a musician who hasn’t been lampooned at some point by someone somewhere, negative criticism undoubtedly has an effect. ‘I pay no attention to anybody's praise or blame. I simply follow my own feelings.’ That’s easy to say if you’re Mozart. After a bad review it’s hard to agree with Oscar Wilde that it’s ‘better to be talked about than not talked about at all’. Most performers are insecure. Self-doubt is a pre-requisite to discovery. But there’s a difference between asking questions of yourself in private and having them answered by others in public.
Nevertheless, dealing with criticism is a small price to pay for the privilege of performing and the two have always gone hand in hand. I doubt Aristotle was being original when he said the only way to avoid criticism is to ‘say nothing, do nothing, and be nothing.’ Hopefully one develops a skin sufficiently thick to stop the jibes getting in, yet thin enough to allow one’s own feelings to still get out. To combine sensitivity with insensitivity and to remain relaxed about the judgements of others isn’t easy. But it’s a worthy goal to have - whether you’re a performer or not.

post de avião

comida de avião é o fim!
que tristeza...

enquanto eu estou aqui, sobrevoando o estado do texas, lembrei desse pecado (do qual não me arrependi! :)

...

bolo floresta negra, bolo de framboesas, chocolade quente feito com chocolate mesmo e a branquíssima floresta que é negra lá fora...

ó.





o fundo do mar

uma canção que sai do nosso corpo, do coração, da mão, da mente é quase tão nítida quanto uma foto no espelho, só que por dentro.

essa, em especial, foi um divisor de águas pra mim.
sou antes e depois dela.
porque foi nela que experimentei a verdade da liberdade.

queria que todo o mundo visse, soubesse, entendesse...
como não consigo, eu canto.

8.4.13

"the app you've been waiting for"...

sim.

eu, que escrevo a música a mão, ali no piano, apago as notas erradas, rasgo o papel ou danifico uma ou duas linhas da pauta com a falta de experiência provando não ter a habilidade de mozart de arrumar a grafia musical na cabeça antes de passar pro papel... e no fim das contas nunca transferindo nada pro computador.... sim! eu realmente estava esperando por esse app, que será lançado no segundo semestre desse ano de 2013.

escrever a mão digitalmente...
obrigada tecnologia, por atender aos mais lerdos.
sempre tive inveja daqueles que conseguiram manter a criatividade no mesmo nível mesmo com a transição do manuscrito (obrigatório) para o digital...

agora, a inveja acabou.
:)



12.3.13

.

a vida é uma selva.
infelizmente, não somos animais. selva é feita pra bicho, não pra gente.
cada vez que me deparo com essa conclusão, me dá uma tristeza...

10.3.13

372 dias

sábado passado fez um ano...❤



6.3.13

nostalgia - yoyo-ma + ennio morriconi

já é hora de correr pro embarque.
mas eu quero deixar esse pouco de beleza, que me acompanhou bastante nessas últimas semanas.

eu digo pouco porque é curta a canção, mas nela há baldes e mais baldes de tanta coisa linda....

boom dia :)

os homens da religião


se dormi 2 horas essa noite foi muito.
voo internacional cedo de manhã é triste e feliz.
triste porque isso significa cruzar a cidade de são paulo antes das 6 am (zzzzzz) e feliz porque as 5 da tarde, eu estarei em casa, lá em washington...

as 5 am, o taxista passou pra me buscar, não menos sonolento do que eu.
meu plano era entrar no carro e dormir profundamente os 40 minutos sem trânsito de marginal tietê... mas a conversa com o motorista aconteceu, e aconteceu tanto, que aqui estou, ainda acordada.

qual a sua profissão?
cantora... venho ao brasil pra cantar.
nossa! 
silêncio.
você canta aonde? em bares? festas?
não, não! sou cantora de música cristã.
ah! música gospel?
isso!
então você canta mais em igrejas, né?
exato!

e assim se desenrolou uma enorme conversa de um dito "não religioso" que sabia tudo, absolutamente TUDO sobre as fraudes de alguns dos líderes religiosos brasileiros, que de vez em sempre aparecem na televisão envolvidos em escândalos... ou então, num jatinho particular, com dezenas de pinduricalhos de ouro e fazendas com milhares de cabeças de gado...

isso tudo o taxista me contou em detalhes.
contou o nascimento de 3 denominações evangélicas no brasil... como elas aconteceram, como se tornaram conhecidas e com muita indignação, ele citava escândalo atrás de escândalo, sempre transtornado com a idéia de dízimo, de oferta... foi quase uma aula de história denominacional brasileira.

chegando ao aeroporto, já não havia muito mais tempo.
eu com o coração apertado. que coisa triste essa bagunça, essa má impressão, e pior, a generalização inevitável.

ele arrematou: "não sou religioso, mas acredito que a religião seja uma coisa boa. ajuda as pessoas e faz bem a muita gente... hoje em dia eu não preciso da religião, mas se um dia eu precisar, eu viro religioso..."

desabafos a parte, estava ali alguém sincero e absolutamente descrente, cego pelos homens da religião, e não pelo Deus da religião.

falei pouco sobre mim, minhas crenças. não porque eu não quisesse, mas não deu tempo... o que aconteceu ali foi um imenso desabafo.
o trajeto ao aeroporto que geralmente é eterno, foi curto hoje.
meio sem jeito, e com MUITA raiva por não ter um cd meu na bolsa (como geralmente tenho), eu disse: "laura morena. se o senhor tiver tempo, entra no youtube depois e assiste. há vídeos lá."
ele parou o carro, pediu pra eu repetir o nome, achou um bloco de papel e anotou.
"é pra eu não esquecer. vou assistir sim".
e eu saí me desculpando novamente por não ter um cd na bolsa (que raiva!)...

assisti o carro partir, e pedi misericórdia `Aquele que personifica essa palavra.

misericórdia pelos erros, pelos enganos, e pelos sinceros que precisam de óculos para enxergar o Deus além das placas de igreja, do dízimo, das fraudes... pedi que Ele lhes abrisse os olhos, o coração fechado...

nem sei se ele vai ouvir algo que canto.
não sei se algum dia ele se interessará por igreja alguma, por Deus...
mas sem o tempo suficiente, a única coisa que pude deixar foi a música, pra que ela diga o que eu não consegui... seria desolador partir em silêncio.

meu coração tem aquela esperança quase pueril.
quem sabe, ele compreenda o amor... é na realidade o que eu mais queria.
quem sabe...

22.2.13

a maturidade

poucos dias atrás, eu postava embasbacada sobre esse menino, yoav levanon, que me arrancou suspiros com sua música incrível aos 7 anos de idade.

fuçando, encontrei este outro vídeo.

aqui, ele se apresenta com um porte diferente, muito seguro, numa peça muito mais longa (um CONCERTO pra piano e orquestra), do alto dos seus 8 anos de muito amadurecimento!!

rs...

o incrível é que realmente, em 1 ano, como o som amadureceu... é fácil chegar a essa conclusão não só pela performance do concerto, mas em nível comparativo, é fica claro esse amadurecimento durante o bis, em que ele tocou o impromptu op. 29 n.1 de chopin: o mesmo que tocou nesse primeiro vídeo que postei!
os deslizes são mínimos, e mesmo quando eles ocorrem, yoav parece se enfurecer e faz da performance seguinte algo ainda mais surpreendente. tem muito mais alma e a peça já é mais "dele" do que antes...
de modo geral, ele tende a correr, tocar tudo mais rápido. não só porque ele pode, mas porque isso é típico da idade. nota-se bastante isso no terceiro movimento do concerto...
mas no segundo movimento, quase choro!
que alma, que alma...

segue aí, o concerto para piano e orquestra de joseph haydn em ré maior, por um menino de o-i-t-o anos de idade, que não simplesmente toca, interpreta!

15.2.13

happy valentine's day!














se você está no hemisfério norte (ou mesmo que não esteja) e celebrou esse dia dos namorados, meu desejo é que seu dia tenha sido cheio de mimos, sorrisos e muito amor...pq o meu foi, rs!
não tem coisa melhor do que agradar quem a gente ama...

ps: o blog está formatado no horário do brasil, e eu não consigo trocar. aqui nos eua ainda são 11:35 pm do dia 14 de fevereiro....rs!

12.2.13

não pode ser desta terra...

isso é sério.
C-O-M-O? 

rs...
yoav levanon, pianista de uma sensibilidade incrível, e de 7 anos de idade.

esse prodígio israelense levou a medalha de ouro na competição AADGT, e nesse vídeo, toca chopin como gente grande.

a música que ele faz é linda, mas mais bonito ainda é como ele se dá o devido tempo de entrar nela, ou de ouvi-la, antes de produzi-la. 
achei isso a melhor coisa do vídeo. 
que momento maravilhoso ele cria antes de tocar uma sequer nota.

assista!
assista mesmo!

a late quartet

a pérola sugerida pela minha mãe no sábado a noite.

um filme sobre um quarteto de cordas e suas duas facetas: a complicada obra escrita por beethoven nos últimos anos de sua vida (op.131) e dificílima de ser tocada, e os quarto instrumentistas, que por anos conviveram dentro da "selva" da música, lidando com a inveja, ambição, sensibilidade e personalidade de cada um.

pura sofisticação e verdade.
esse filme expressa e-xa-ta-men-te o que é o universo musical.
e cá pra nós, o título "a late quartet" é simplesmente genial!
recomendadíssimo.


davi

tumba de davi, monte sião, jerusalém

tumba de davi, monte sião, jerusalém

tenho um sobrinho chamado davi.
mas não é sobre isso que vou escrever...

davi é um personagem bíblico muito popular, e por isso, gera todos os tipos de reação a seu respeito.
já ouvi muitos pregadores que amam sua história, apontando suas quedas, mas exaltando o "homem segundo o coração de Deus";
já ouvi pregadores indignados com a popularidade excessiva atribuída ao adúltero e impulsivo rei de israel.

nunca construí uma opinião. 
era um personagem sobre o qual eu ouvia ao longe...
então, li os livros de I e II samuel numa sentada só.

a primeira coisa interessante é esse modo judaico de se contar uma história, de ensinar lições através dos detalhes da vida de alguém, ou de um povo...
uma vez, ouvi um teólogo dizer que se o antigo testamento fosse escrito por gregos, as lições seriam passadas por meio de estatutos; sendo ele escrito por hebreus, tudo é ensinado por meio de histórias...
bonito isso.

lendo os detalhes da longa e intensa vida do rei davi, achei beleza em diversos níveis:
davi era artista, era músico, e seu modo de expressão era através da arte, escrevendo quando tinha medo, quando estava alegre, agradecido, arrependido, inseguro...
davi tinha um temperamento dominante, forte, mas se derramava completamente quando na presença do Eterno.
davi era guerreiro e liderava batalhas imensas, mas gastava tempo refletindo sobre a beleza inexplicável do caráter Divino, que ele sabia ser sua única fonte de força e vitória.
a mais linda parcela da produção literária/musical de davi foi escrita durante a dor, e na minha opinião, a sua pena produziu um dos pedidos de perdão mais lindos que alguém já escreveu...

nisso tudo, me identifico muito.
vendo que o Eterno deu força e triunfo a davi, mantendo intocada sua alma sensível e melancólica.

nos livros de I e II samuel, a história descrita. 
nos salmos, a arte; agora, é exatamente lá que estou...
e por lá, poderia passar uma vida toda, bebendo tanta inspiração, sinceridade e beleza.

pra hoje, fica o salmo 40.
estão em negrito as passagens que sublinhei na minha bíblia.
bom dia :)



[Salmo de Davi para o músico-mor] 
Esperei com paciência no SENHOR, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor.
Tirou-me dum lago horrível, dum charco de lodo, pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos.
E pôs um novo cântico na minha boca, um hino ao nosso Deus; muitos o verão, e temerão, e confiarão no SENHOR.
Bem-aventurado o homem que põe no SENHOR a sua confiança, e que não respeita os soberbos nem os que se desviam para a mentira.
Muitas são, SENHOR meu Deus, as maravilhas que tens operado para conosco, e os teus pensamentos não se podem contar diante de ti; se eu os quisera anunciar, e deles falar, são mais do que se podem contar.
Sacrifício e oferta não quiseste; os meus ouvidos abriste; holocausto e expiação pelo pecado não reclamaste.
Então disse: Eis aqui venho; no rolo do livro de mim está escrito.
Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração.
Preguei a justiça na grande congregação; eis que não retive os meus lábios, SENHOR, tu o sabes.
Não escondi a tua justiça dentro do meu coração; apregoei a tua fidelidade e a tua salvação. Não escondi da grande congregação a tua benignidade e a tua verdade.
Não retires de mim, SENHOR, as tuas misericórdias; guardem-me continuamente a tua benignidade e a tua verdade.
Porque males sem número me têm rodeado; as minhas iniqüidades me prenderam de modo que não posso olhar para cima. São mais numerosas do que os cabelos da minha cabeça; assim desfalece o meu coração.
Digna-te, SENHOR, livrar-me: SENHOR, apressa-te em meu auxílio.
Sejam à uma confundidos e envergonhados os que buscam a minha vida para destruí-la; tornem atrás e confundam-se os que me querem mal.
Desolados sejam em pago da sua afronta os que me dizem: Ah! Ah!
Folguem e alegrem-se em ti os que te buscam; digam constantemente os que amam a tua salvação: Magnificado seja o SENHOR.
Mas eu sou pobre e necessitado; contudo o Senhor cuida de mim. Tu és o meu auxílio e o meu libertador; não te detenhas, ó meu Deus.

grammys 2013


a festa suprema da música.
um luxo, como sempre...

não tenho tantos comentários sobre a ocasião em si...
só a ressalva de que adorei o vencedor da categoria "record of the year"... e CLARO, e i-men-sa alegria ao saber que a partir de agora, professores de música serão premiados!
que coisa linda esse reconhecimento. quem é professor sabe como são árduas as horas passadas numa sala de aula, e como pode ser desafiador tentar inspirar ao invés de só ensinar... mas é possível.

fica aqui meu abraço coletivo `a todos aqueles que se dedicam a essa tarefa bonita, e também aos diretores do grammy, que se sensibilizaram e reconhecem que por trás de todo bom músico, existe um excelente professor.

:) :) :)

história da música

um blog empoeirado...

esses dias, recebo essa pérola do rodrigo coelho no facebook.
muito obrigada!! realmente, tem tudo a ver com o blog...
a história da música todinha compilada num quadro branco, desenhada por mãos habilidosas!!

vale MUITO a pena assistir!!!!

ah! e assistindo o vídeo, eu lembrei de compositores que estudei na faculdade e nunca mais ouvi...
fui correndo pro meu arquivo HM (história da música) no computador pra ouvir coisas de palestrina, lully, purcell,  telemann...

para acessar o vídeo, copie e cole esse link:
http://www.facebook.com/video/embed?video_id=10151483595111414

enjoy :) :)

17.1.13

retrospectiva 2012

em 2012 eu:

viajei bastante pra cantar,

rio de janeiro

recife

flórida, usa

rio de janeiro
vi minha melhor amiga se casar...




conheci lugares que eu nunca pensei que teria a oportunidade de conhecer,

mar morto, israel

jordânia

massada, israel

mar morto, israel

mar da galiléia, israel

petra, jordânia

petra, jordânia

monte nebo, jordânia

monte nebo, jordânia

aaman, jordânia

rio jordão, israel

muro das lamentações, jerusalém, israel

muro das lamentações, jerusalém, israel

muro das lamentações, jerusalém, israel

roma, itália

roma, itália

roma, itália

roma, itália

roma, itália

roma, itália (pietá, de michelangelo)

roma, itália


roma, itália

roma, itália

roma, itália

roma, itália

roma, itália

roma, itália

roma, itália

roma, itália
me mudei para os estados unidos,















assisti concertos inesquecíveis,

itzhak perlman


paco de lucia

duo assad

yoyo ma

john pizzarelli e kurt elling

herbie hancock

e... encontrei quem faltava! :) :) :)



claro que nesse post, eu estou escolhendo potencializar o que foi bom. houve muitas outras coisas boas, e muitas ruins também...
mas Deus, embora não sem dor, permite o que é ruim algumas vezes, e nos afaga com o bom.
por isso, eu não espero menos de 2013...
meu Deus é o mesmo.
se Ele me deu isso, eu continuo confiando que Seu amor é infinito, e suas bênçãos também!
só me resta agradecer, e ficar curiosa pra que os planos dEle se concretizem em mim.
:) :) :)