24.2.11

bach e eu

bach é assunto freqüente nesse blog. eu realmente amo sua música e faço questão de compartilhar isso com todos (alunos, amigos, internautas...)

já publiquei em outras redes sociais algumas das fotos de quando eu fui a Leipzig, Alemanha, cidade em que bach viveu de 1723 até a sua morte, em 1750. lá, visitei a igreja de St. Tomás, onde bach foi "kantor" por todo esse tempo e também tornou-se o diretor musical da cidade. 
(mais informações sobre a cidade, a igreja e o trabalho de bach por lá aqui.)

mas resolvi que eu deveria fazer um post só dele aqui no blog. é justo.

abaixo, algumas fotos dessa igreja, que foi o lugar onde bach trabalhou por anos e onde está seu túmulo.

depois, um vídeo idiota que fiz com meu irmão quando nos deparamos com esse túmulo... 


Igreja de St. Tomás






Tristeza, né? .... rs!
ela é sempre presente, rs!


leipzig

leipzig



antes de assistir o vídeo, vale ressaltar que nós estávamos com uma overdose de turismo, e os vídeos informativo-culturais já estavam cansando...então, esse foi mais besta mesmo ;)
enjoy!


video

23.2.11

por quê?



por que será que estou assim hoje?
ainda tenho aproximadamente 150 crianças para ensinar até as 3 da tarde!

força!

22.2.11

carmen em 3D


eu não sou muito de falar de óperas aqui no blog, mas isso vale a pena ser mencionado.

" Em março, 27 salas da Rede Cinemark em 19 cidades do país exibirão Carmen, de Georges Bizet, em montagem da Royal Opera House, de Londres. A apresentação, previamente gravada e legendada, ganhará mais realidade com a tecnologia 3D, até então inédita na projeção de óperas no mundo. "

eis a ficha técnica:


Ópera
Compositor
Georges Bizet

Libretistas
Henri Meilhac
Ludovic Halévy

Baseado na novela de 
Prosper Mérimée

Maestro
Constantinos Carydis

Diretora
Francesca Zambello

esses são os horários das exibições em são paulo:
12/03 - sábado às 19h
13/03 - domingo às 17h
15/03 - terça às 20h
20/03 - domingo às 17h


mais informações em http://www.cinemark.com.br/acao/carmenem3d.html

lembrando que a obra tem 3 horas de duração, com intervalo.
gente, ÓPERA em 3D!...
come on!
como diria o caro amigo blogueiro p.q.p bach, IM-PER-DÍ-VEL!

vencedores eruditos do grammy awards 2011

de acordo com o site da gramophone, o requiem de verdi regido por riccardo muti vence o prêmio máximo: melhor álbum erudito e melhor performance coral.
ainda bem que no ano de 2011, eu , feliz assinante da temporada osesp, vou assistir esse requiem ao vivo! será que está é uma boa gravação a ser ouvida para eu me preparar para assistir o concerto?....rs!!
segue abaixo a lista dos vencedores, que inclui gravações com compositores como:messiaen e ligeti (ai!!!)...
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Best Classical Album & Best Choral Performance
• Verdi Requiem Soloists; Chicago SO & Chorus / Riccardo Muti (CSO Resound) 
Best Orchestral Performance
• Daugherty Metropolis Symphony. Deus Ex Machina Nashville SO / Giancarlo Guerrero(Naxos) 
Best Opera Recording
• Saariaho L’Amour de Loin Soloists; Deutsches SO / Kent Nagano (Harmonia Mundi) 
Best Instrumental Soloist(s) Performance
• Mozart Piano Concertos Nos 23 & 24 Cleveland Orchestra / Mitsuko Uchida (Decca)
Best Instrumental Soloist Performance (without orchestra)
• Messiaen Livre du Saint-Sacrement Paul Jacobs (Naxos) 
Best Chamber Music Performance
• Ligeti String Quartets Nos 1 & 2 Parker Quartet (Naxos) 
Best Small Ensemble Performance
• “Dinastia Borja” La Capella Reial de Catalunya; Hespèrion XXI / Jordi Savall (Alia Vox)  Buy f
Best Classical Vocal Performance
• “Sacrificium” Cecilia Bartoli; Il Giardino Armonico / Giovanni Antonini (Decca)
Best Classical Contemporary Composition
• Daugherty Deus Ex Machina Nashville SO / Giancarlo Guerrero (Naxos)
Producer of the Year, Classical
• David Frost

21.2.11

chove-chuva



acho que eu já disse que gosto de chuva.
madrugadas chuvosas sempre me tocam. às vezes, eu acordo só pra presenciar a vida das gotas...

abaixo, partes quebradiças dos escritos de uma dessas noites:


I


chove-chuva fina, quieta.
chove-chuva escura e morna.
chove-chuva de um verão cinza, em um ano que mal começa. e não sei será ano de chuva ou de sol.
chove-chuva na ballada bonita que toca no quarto pequeno, esquivo à essas gotas em pingam.
chove-chuva e faz musiquinha pra mim, pra esses meus ouvidos surdos.


(...)


chove-chuva e já pára!
agora é só noite.
a chuva-choveu.


II


já é quase dia de novo e meus olhos ainda andam tão abertos...
a chuva voltou. me notou solitária e foi boa, foi querida. veio me saudar.
que fique! não ligo.
gosto.
é música bonita quando cai na calçada, na árvore, quando o automóvel anda pela rua e ela espirra e se desmancha; escorre.
é música.
que fique.

"he's not crazy, he's just different ..."

essa foi a frase que um aluno do 7º ano disse hoje, ao assistir esse vídeo enquanto falávamos sobre fuga e contraponto.

muitos alunos ficaram chocados com as reações do glenn gould (o pianista do vídeo abaixo) enquanto toca, com suas caras e até o fato de que ele canta enquanto toca em vários momentos. naturalmente, muitos começaram a rir. essa foi a primeira vez que assistiram algo de g. gould. e eu já esperava essa reação. já havia contado que este era, talvez, um dos maiores intérpretes da obra de bach.

mas o que me impressionou foi que esse aluno em especial, ao emitir a frase do título, silenciou a classe num instante, sem que a minha intervenção fosse necessária. ele entendeu que as reações físicas acontecem em detrimento da genialidade.
a classe se concentrou e então, começou a se impressionar com a complexidade da fuga e da arte e maestria que acabavam de testemunhar.

eles entendem.
é só expô-los ao que se quer que seja entendido.

segue abaixo a fuga BWV 891, de bach.

enjoy :)


16.2.11

uma palhinha erutida

é.

isso é um BELO exemplo do que é TER que dar uma palhinha!
e eu odeio palhinhas não por ser antipática, mas porque o contexto é sempre estranho! dá vergonha....não sei explicar!

coitada da valentina (a pianista do vídeo)....
estava dando uma calma entrevista, e essa foi a "palhinha" que ela foi basicamente obrigada a dar.

como já mencionei anteriormente aqui no blog, eu estou estudando esse prelúdio. é um pouco barulhento no começo (talvez seja por isso que a vizinha me odeie, rs!) e exige que o pianista esteja bem "aquecido"....se não, vira um turbilhão de notas esbarradas.

a valentina aqui está tocando sem a pressão do público, e acho que sem estar aquecida.
esbarrou bastante. mas ainda assim, o toque dela pra rachmaninov é incomparável....

interessante assistir.
e lembrem-se: palhinha NÃO!....

rs!

14.2.11

valentine's day

um dia que não possui significado algum no brasil.

mas ele existe noutro trópico.

e hoje,  nele falso,  eu li neruda.
relendo "cem sonetos de amor", a dedicatória novamente me emocionou.
uma das coisas mais belas que um homem pode dizer a uma mulher.

pois veio parar aqui, pra celebrar esse dia comercial, inventado, bonito.


 a matilde urrutia

senhora minha muito amada, grande padecimento tive ao escrever-te estes malchamados sonetos e bastante me doeram e custaram mas a alegria de oferecê-los a ti é maior que uma campina. ao propô-lo bem sabia que ao constado de cada um, por afeição eletiva e elegância, os poetas de todo tempo alinharam rimas que soaram como prataria cristal ou canhonaço. eu, com muita humildade, fiz estes sonetos de madeira, dei-lhes o som desta opaca e pura substância e assim devem alcançar teus ouvidos. tu e eu caminhando por bosques e areais, por lagos perdidos, por cinzentas latitudes recolhemos fragmentos de pau puro, de lenhos submetidos ao vaivém da água e da intempérie. de tais suavíssimos vestígios construí com machado, faca, canivete estes madeirames de amor e edifiquei pequenas casas de quatorze tábuas para que nelas vivam teus olhos que adoro e canto. assim estabelecidas minhas razões de amor te entrego esta centúria: sonetos de madeira que só se levantaram porque lhes deste a vida.

                                                                                                                                                 outubro de 1959

10.2.11

an afterthought

depois de escrever o post "verbier festival", fiquei pensativa.
refleti nos grandes (martha, brendel, etc) tocando com/para os jovens, iniciantes promissores.

conclusão: o talento sempre se curva para o talento.

e isso é bonito.

verbier festival

ok! 
parte da minha indignação é ida.
rs!

ontem eu estava meio irritada porque o meses de junho, julho e agosto europeus são recheados dos mais variados e renomados festivais de música, mas as programações ainda não haviam sido divulgadas.

como diria um blogueiro infalível, "today, the official programme for this year's verbier festival has been unveiled." (acredite, tem mais gente viciada que eu ;)

dei uma fuçada, e claro, tem os concertos clássicos e imperdíveis com martha argerich, nelson freire, evgeni kissin e tantas outras pessoas de quem vivo falando aqui no blog.

mas descobri um concerto IMPERDÍVEL e meio inusitado:



Matthias Goerne, barítono




o pior: eu tenho cd dos dois, conheço os dois. raramente falo deles.
tenho um disco do leif (à direita) tocando liszt. impecável! como bem descreveu o the new york times: "a pianist of magisterial elegance, power, and insight". bem norueguês se assim eu posso dizer.
o matthias (abaixo) eu conheci através do documentário do alfred brendel, onde o próprio brendel o acompanha ao piano! ele canta absurdamente bem. uma sensibilidade de dar raiva! e tenho que dizer: é MUITA moral cantar um lied com o brendel tocando......P-U-T-Z! e o matthias nem velho é! 

dessa forma, assume-se que o mocinho é realmente talentoso, para ter pessoas como Pierre-Laurent Aimard, Leif Ove Andsnes, Alfred Brendel e Christoph Eschenbach tocando pra ele...

conclusão: concerto absolutamente imperdível! 
preferia não ter descoberto......rs!



miss...


"miss, i love the music you're playing. it's beautiful"..

não dá pra saber quando a música vai tocar de verdade um aluno.
mas ele fala, sorri, e sacode a cabeleira quase branca enquanto corre para o lugar de onde veio.

e eu observo. e disfarço um riso triste, pois nesse seu andar, vejo que cresceu. foi pouco, mas o suficiente para que eu percebesse.
cresceu em semanas. 

tem quatro anos. não volta mais e não vai mais parar.
é tudo tão rápido.


a velocidade da vida é triste.

partita no.2

essa partita foi assim.

foi como se eu tivesse conhecido alguém, mas não tivesse lhe dado tanta importância a princípio. apesar de sempre freqüentar os mesmo lugares, não fazia questão de falar, conversar, olhar.
foi tanta a insistência, que um dia, vencida pelo cansaço, resolvi dar atenção. e então, não foi apenas simpatia; me apaixonei e foi até vergonhoso.

................

essa partita me ganhou aos poucos. do trás pra frente. comecei gostando do capriccio, depois da tocatta....finalmente cheguei na sinfonia. descobri que tinha a partitura em casa.
dei uma lida. e as descobertas eram incessantes. 

daí fui assistir.
e é insano.
bach é insano.

fica aí a interpretação imortal da martha.

8.2.11

sp

eu gosto mesmo daqui.
gosto e falo sempre que gosto.
gosto um gostar já saudoso, porque depressa já estarei longe, distante.
eu gosto porque é um lugar meu, que me salvou de tantas coisas ruins, de tantos passados.
me deu espaço pras malas, pros gostos e prazeres enterrados.
e sempre vou gostar, mesmo que seja só da lembrança de que tanto gostei.

eu nunca havia me dado conta de que gostei tanto assim de uma fase.

já dá saudade das auroras alaranjadas.
e ainda falta 2011 todo.

3.2.11

first circle

DM de @morenalaura para @figobay: como é o nome daquela música do pat que eh MTO energizante e sei lá o que mais.....que da vontade de sair do corpo?? hahahahaha!

RESPOSTA de @figobay para @morenalaura: nossa, nao sei viu? é "the roots of coincidence"? não sei mesmo... talvez "first circle"...
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era first circle!

tá bom! chega de pat metheny por hoje. como o próprio @figobay diria "now, I think you're a little obssessed!"...

rs! mas pudera.
essa música é pra quem está com sono depois do almoço ou com preguiça de começar o dia cedo.
mas é principalmente pra quem está absolutamente bem disposto e apenas gosta de música boa (nesse caso, excepcional!)

é só ouvi-la e dá energia pra ir à lua e voltar ;)

Pat Metheny - Suite II. Legend Of The Fountain

esse post é pra ouvir.

nem sei o que escrever sobre essa música.
foi minha trilha de ontem, a noite inteira.

no "repeat".


2.2.11

bourée

é.
já dizia magda tagliaferro: bach é o "pão nosso de cada dia" do piano.

e é tão interessante. quando se começa o estudo com bach, o restante das coisas flui muito mais.
estou estudando o bourée da suíte inglesa n. 2 ..

eu ouvi bastante a versão da martha argerich tocando (pq tenho em cd), e quando encontrei essa do gulda (o professor que ela mais amou e admirou) no youtube, não pude conter meu riso. como são parecidos. impressionante.

mestre e "discípula"...

eu postei isso aqui, mas já vou voltar pro meu estudo ;)